
Há palavras que
impossibilitam eufemismos.
Morte, guerra, destruição.
Aids,
Câncer, Solidão...
Aids-
Câncer...
Aids-
Câncer.
Palavras que trazem frio, pavor, falta de ar e angústia, palavras que gelam o espírito. Palavras
impronunciáveis por aqueles que já as enfrentaram e sofreram seus efeitos. Quem nunca lutou contra algum desses gigantes
inomináveis e nunca lidou com o terror da sua presença não conhece a sua força própria e valor. Bem aventurado quem nunca precisar dessa batalha!
O
ABVD me trouxe isso a tona. A palavra câncer tomou uma amplitude muito maior e mais atordoante. É meu ponto fraco. É o
Golias que degolo por precaução. É o que mais temo para meus amados. É o que me causa mais compaixão.
De uma
ironia maligna, assim como um veneno fabricado pelo próprio corpo para
destruí-lo, é causado pela evolução de um mundo que se
destroi. O corpo danificado não consegue mais produzir saúde, e de si mesmo, decide pela eutanásia.
É o que me torna mais pessimista para as futuras gerações. Um legado angariado a gerações, um fruto cultivado por nós e nossos pais que a cada vez colhemos mais.
O que fazemos
conosco? O que estamos fazendo com nós mesmos?
Um câncer.
Socorro Deus! Salve-nos de nós mesmos! Daquilo que fizemos pra nos destruir!
| "¶ Vinde, e tornemos ao SENHOR, porque ele despedaçou, e nos sarará; feriu, e nos atará a ferida. |
| Depois de dois dias nos dará a vida; ao terceiro dia nos ressuscitará, e viveremos diante dele. |
| Então conheçamos, e prossigamos em conhecer ao SENHOR; a sua saída, como a alva, é certa; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra." Oseias 6.1-3
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